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Simbolos de Portugal

O HINO NACIONAL oficial de PORTUGAL
Pelo patriotismo e pelo orgulho que tenho em ser Português, achei por bem recordar aqui os "Símbolos Nacionais"
de PORTUGAL, divulgando e espalhando "aos quatro ventos" a nossa cultura. Assim, contribuirei para recordar e
enaltecer o nosso orgulho patriótico e levar ainda mais longe o nome de PORTUGAL.
Muito resumidamente, neste Post, falar-vos-ei do nosso Hino Nacional – "A Portuguesa".

HINO NACIONAL oficial de PORTUGAL é o seguinte:

Nome: "A Portuguesa"
Letra de (poesia)         : Henrique Lopes de Mendonça
Música de                    : Alfredo Keil

 Estrofe I

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria, sente-se a voz
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar,
Contra os canhões marchar, marchar!

É uso cantar-se e tocar-se somente a 1ª estrofe, no entanto "A Portuguesa" tem ainda mais duas estrofes·

Estrofe II

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d`amor,
E o teu Braço vencedor
Deu mundos novos ao mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar,
Contra os canhões marchar, marchar!

Estrofe III

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar,
Contra os canhões marchar, marchar!

ANTECEDENTES DO HINO NACIONAL Sua evolução
Se a Bandeira Nacional é um símbolo visível, o Hino Nacional constitui a exteriorização musical que proclama e
simboliza a Nação.
– Só a partir do século XIX os povos da Europa criaram o uso de cantar os hinos, quando um movimento de opinião
levou a que cada estado estabelecesse uma composição, com letra e música que fosse representativa e oficial.
– Até então os povos e os exércitos conheciam apenas os cantos e os toques guerreiros próprios de cada corpo e
as canções relativas aos acontecimentos dignos de memória.

– Durante a monarquia, o ideário da Nação Portuguesa estava consubstanciado no poder do Rei.
Não havia a noção de um "Hino Nacional", e por isso as peças musicais com carácter público ou oficial identificavam-se
com o monarca reinante.
– Neste contexto, ainda em 1826, em Portugal era considerado como hino oficial o "Hymno Patriótico", da autoria
de Marcos Portugal. Este hino inspirava-se na parte final da Cantata "La Speranza o sia l`Augurio Felice", composta
e oferecida pelo autor ao Príncipe Regente D.João quando este estava retirado com a Corte no Brasil, e que foi
representada no Teatro de S. Carlos em Lisboa, a 13 de Maio de 1809 para celebrar o seu aniversário natalício.
– A poesia do "Hynmno Patriótico" teve diferentes versões face às circunstâncias e aos acontecimentos da época,
tornando-se naturalmente generalizada e nacional pelo agrado da sua expressão marcial, que estimulava os ânimos
aos portugueses, convidando-os à continuação de acções heróicas.
– Com o regresso do Rei ao País, em 1821, o mesmo autor dedicou-lhe um poema que, sendo cantado com a musica
do hino, rapidamente se divulgou e passou a ser entoado solenemente. Entretanto, na sequência da revolução
de 1820, foi aprovada em 22 de Setembro de 1822 a primeira Constituição Liberal Portuguesa, que foi jurada por
D. João VI.
– D. Pedro, então Príncipe Regente no Brasil, compôs o "Hymno Imperial e Constitucional", dedicado à Constituição.

– Após a morte do Rei, e com a subida de D. Pedro IV ao trono, este outorgou aos portugueses uma carta Constitucional.
– O hino de sua autoria generalizou-se com a denominação oficial como "Hymno nacional", e por isso obrigatório em
todas as solenidades públicas, a partir de Maio de 1834.
– Com a música do "Hymno da Carta" compuseram-se variadas obras de natureza popular (modas) ou dedicadas a
acontecimentos e personalidades de relevo, identificando-se em pleno com a vida política e social dos últimos setenta
anos da monarquia em Portugal.
– Nos finais do século XIX, "A Portuguesa", marcha vibrante e arrebatadora, de forte expressão patriótica, pela
afirmação de independência que representa e pelo entusiasmo que desperta, tornou-se, (naturalmente e por mérito
próprio), um consagrado "Símbolo Nacional", na sua versão completa.
– Porém, o Hino, que fora, concebido para unir os portugueses em redor de um sentimento comum, pelo facto de ter
sido cantado pelos revolucionários de 31 de Janeiro de 1891, foi desconsiderado pelos monárquicos e proibida a
sua execução em actos oficiais e solenes.

Pelo patriotismo e pelo orgulho que tenho em ser Português, achei por bem recordar aqui os "Símbolos Nacionais" de PORTUGAL, divulgando e espalhando "aos quatro ventos" a nossa cultura. Assim, contribuirei para recordar e enaltecer o nosso orgulho patriótico e levar ainda mais longe o nome de PORTUGAL.

CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA – Artigo 11º – (Símbolos Nacionais):

1. A Bandeira Nacional, símbolo da soberania da República, da independência, unidade e integridade de Portugal, é a adoptada pela República instaurada pela Revolução de 5 de Outubro de 1910.
2. O Hino Nacional é "A Portuguesa".

BANDEIRA PORTUGUESA
AUTORES DA BANDEIRA PORTUGUESA·

Columbano, João Chagas e Abel Botelho

SIMBOLOGIA EXPRESSA NA BANDEIRA NACIONAL – Descrição heráldica

Cor Verde
– Representa a esperança em melhores dias de prosperidade e bem-estar e também os campos verdejantes do país.

Cor Vermelha
– Representa o valor e o sangue derramado nas conquistas, nas descobertas, na defesa e no engrandecimento da Pátria.

Esfera Armilar
– Situa-se no centro da divisão das duas faixas, simbolizando as viagens dos navegadores portugueses pelo Mundo, nos séculos XV e XVI e os povos com quem trocaram ideias e comércio.

Armas de Portugal
– Assentam sobre a esfera armilar, sendo compostas por um escudo maior com outro mais pequeno brocante, simbolizando o escudo, a arma de defesa utilizada pelos nossos antepassados nos combates.

Escudo Maior
– É vermelho e à sua volta estão representados sete castelos que representam as cidades fortificadas que D. Afonso III tomou aos mouros

Escudo Pequeno
– É branco e encerra cinco escudetes azuis pequenos (5 quinas), fazendo alusão às cinco chagas de Jesus Cristo e aos 5 reis mouros que D. Afonso Henriques venceu a batalha de Ourique. Cada um desses escudos contêm cinco besantes de prata (os 5 pontos dentro das quinas) que contando duas vezes os da quina do meio, representam os trinta dinheiros pelos quais Judas vendeu Jesus Cristo e simbolizam o poder régio de cunhar moeda. Diz-se que na batalha de Ourique, Jesus Cristo crucificado apareceu a D. Afonso Henriques, e disse: "Com este sinal, vencerás! ".

A BANDEIRA NACIONAL PORTUGUESA
– A Bandeira Nacional (que substituiu a Bandeira da Monarquia Constitucional) foi aprovada pelo Governo em 29 de Novembro de 1910, e ratificada por um decreto da Assembleia Nacional constituinte datado de 19 de Junho de 1911, publicado no Diário do Governo nº 141 do mesmo ano.

– O uso da Bandeira foi regulamentado por Decreto de 30 de Junho de 1911 e publicado no Diário do Governo nº 150.

– A Bandeira Nacional é bipartida verticalmente em duas cores fundamentais, verde escuro e escarlate, ficando o verde do lado da tralha (do mastro).

– Ao centro, e sobreposto à união das cores, tem o escudo das armas nacionais, orlado de branco e assentado sobre a esfera armilar manuelina, em amarelo e avivada de negro.

– O comprimento da bandeira é de vez e meia a altura da tralha. A divisória entre as duas cores fundamentais deve ser feita de modo que fiquem dois quintos do comprimento total ocupados pelo verde e os três quintos restantes pelo vermelho.

– O emblema central ocupa metade da altura da tralha, ficando equidistante das orlas superior e inferior.

A escolha das cores e da composição da Bandeira não foi pacífica, tendo dado origem a acesas polémicas e à apresentação de várias propostas. Prevaleceu a explicação constante do Relatório apresentado pela Comissão então nomeada pelo governo a qual, num parecer nem sempre heraldicamente correcto, tentou expressar de uma forma eminentemente patriótica este Símbolo Nacional.

– Assim, no entender da Comissão, o branco representa "uma bela cor fraternal, em que todas as outras se fundem, cor de singeleza, de harmonia e de paz " e sob ela, "salpicada pelas quinas (…) se ferem as primeiras rijas batalhas pela lusa nacionalidade (…).

– Depois é a mesma cor branca que, avivada de entusiasmo e de fé pela cruz vermelha de Cristo, assinala o ciclo épico das nossas descobertas marítimas".

– O vermelho, defendeu a Comissão, "nela deve figurar como uma das cores fundamentais por ser a cor combativa, quente, viril, por excelência. É a cor da conquista e do riso. Uma cor cantante, ardente, alegre (…). Lembra o sangue e incita à vitória".

– Em relação ao verde, cor da esperança, dificilmente a Comissão conseguiu justificar a sua inclusão na Bandeira.
– Na verdade, trata-se de uma cor que não tinha tradição histórica, tendo sido rebuscada uma explicação para ela na preparação e consagração da Revolta de 31 de Janeiro de 1891, a partir da qual o verde terá surgido no "momento decisivo em que, sob a inflamada reverberação da bandeira revolucionária, o povo português fez chispar o relâmpago redentor da alvorada".

– Uma vez definidas as cores, a Comissão preocupou-se em determinar quais os emblemas mais representativos da Nação para figurarem na Bandeira. Relativamente à esfera armilar, que já fora adoptada como emblema pessoal de D. Manuel I, estando desde então sempre presente na emblemática nacional, ela consagra "a epopeia marítima portuguesa (…) feito culminante, essencial da nossa vida colectiva".

– Por sua vez, sobre a esfera armilar entendeu a Comissão fazer assentar o escudo branco com as quinas, perpetuando e consagrando assim "o milagre humano da positiva bravura, tenacidade, diplomacia e audácia que conseguiu atar os primeiros elos da afirmação social e política da lusa nacionalidade".

– Finalmente, achou a Comissão "dever rodear o escudo branco das quinas por uma larga faixa carmesim, com sete castelos", considerando estes um dos símbolos "mais enérgicos da integridade e independência nacional".

CURIOSIDADE:

– Sem exagero, pode afirmar-se que é uma das mais bonitas e "complicadas" bandeiras nacionais do mundo actual.

In Wikipédia, a enciclopédia livre. (Transcrição)
"A Portuguesa", que hoje é um dos símbolos nacionais de Portugal (o seu hino nacional), nasceu como uma canção de cariz patriótico em resposta ao ultimato britânico para que as tropas portuguesas abandonassem as suas posições em África, no denominado "Mapa cor-de-rosa".

Em Portugal, a reacção popular contra os ingleses e contra a monarquia, que permitia esse género de humilhação, manifestou-se de várias formas. "A Portuguesa" foi composta em 1890, com letra de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil, e foi utilizada desde cedo como símbolo patriótico mas também republicano. Aliás, em 31 de Janeiro de 1891, numa tentativa falhada de golpe de Estado que pretendia implantar a república em Portugal, esta canção já aparecia como a opção dos republicanos para hino nacional, o que aconteceu, efectivamente, quando, após a instauração da República a 5 de Outubro de 1910, a Assembleia Nacional Constituinte a consagrou como símbolo nacional em 19 de Junho de 1911 (na mesma data foi também adoptada a bandeira nacional).

A Portuguesa, proibida pelo regime monárquico, que originalmente tinha uma letra um tanto ou quanto diferente (mesmo a música foi sofrendo algumas alterações) – onde hoje se diz "contra os canhões", dizia-se "contra os bretões", ou seja, os ingleses – veio substituir o Hymno da Carta, então o hino da monarquia.

Em 1956, existiam no entanto várias versões do hino, não só na linha melódica, mas também nas instrumentações, especialmente para banda, pelo que o governo nomeou uma comissão encarregada de estudar uma versão oficial de A Portuguesa. Essa comissão elaborou uma proposta que seria aprovada em Conselho de Ministros a 16 de Julho de 1957, mantendo-se o hino inalterado deste então.

Nota-se na música uma influência clara do hino nacional francês, La Marseillaise, também ele um símbolo revolucionário (ver revolução francesa).

O hino é composto por três partes, cada uma delas com duas quadras (estrofes de quatro versos), seguidas do refrão, uma quintilha (estrofe de cinco versos). É de salientar que, das três partes do hino, apenas a primeira parte é usada em cerimónias oficiais, sendo as outras duas partes praticamente desconhecidas.

A Portuguesa é executada oficialmente em cerimónias nacionais, civis e militares, onde é prestada homenagem à Pátria, à Bandeira Nacional ou ao Presidente da República. Do mesmo modo, em cerimónias oficiais no território português por recepção de chefes de Estado estrangeiros, a sua execução é obrigatória depois de ouvido o hino do país representado.

A Portuguesa foi designada como um dos símbolos nacionais de Portugal na constituição de 1976, constando no § 2° do Artigo 11° (Símbolos nacionais e língua oficial) da Constituição da República Portuguesa:

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